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SALVADOR
JUNHO 2010

Descrição:

SALVADOR
A mistura de raças, culturas e credos, que recebeu doses generosas de alegria e sincretismo, conferiu a Salvador um astral único e arretado que atrai brasileiros e estrangeiros o ano inteiro. É no verão, entretanto, que a capital baiana ganha ainda mais brilho, com as festas populares que arrastam multidões atrás de imagens religiosas e, claro, dos trios elétricos. De dezembro até o Carnaval, são muitos os homenageados – do Senhor do Bonfim ao Rei Momo. Fiéis e foliões agradecem!

Primeira capital do Brasil, Salvador reúne o presente e o passado em perfeita harmonia e, levando-se em conta a topografia da cidade - dividida em Alta e Baixa – fica fácil mapeá-la e vislumbrar os atrativos escancarados em cada esquina. É na parte alta que fica o colorido Pelourinho, bairro histórico e tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Em suas ruas e vielas estão centenas de casarões dos séculos 17 e 18 que abrigam de museus a terreiros de candomblé, além de templos católicos que atraem estudiosos do mundo todo – é o caso da igreja de São Francisco, considerada a obra barroca mais rica do país.

Para chegar à parte baixa de cidade é preciso entrar, literalmente, em um dos cartões-postais de Salvador: o Elevador Lacerda, que faz a ligação entre os dois pontos. Uma vez à beira-mar, explorar as praias é fundamental. Entre as urbanas, Pontal da Barra é a mais democrática e movimentada.

Afastadas do Centro, Itapuã, Stella Maris e Flamengo têm águas limpas e ambientes tranqüilos. No meio do caminho, o bairro do Rio Vermelho reúne os boêmios e os fãs dos mais famosos acarajés de Salvador, preparados pelas baianas Dinha e Regina. No quesito gastronomia, aliás, as ofertas vão muito além do bolinho recheado com vatapá e camarão seco. As receitas típicas, que mesclam com perfeição ingredientes indígenas, africanos e portugueses, levam à mesa delícias como bobó, moqueca e caruru, sempre perfumados pelo azeite-de-dendê. 

O que fazer em Salvador:
História, natureza, fé e diversão. Assim podem ser divididos – apenas basicamente - os roteiros por Salvador. Nas cidades Alta ou Baixa, atrativos não faltam para surpreender o visitante o ano inteiro. São igrejas e casarões no Pelourinho; burburinho e acarajé no Rio Vermelho; lavagem e fitinhas no Bonfim; praias badaladas e rústicas no Litoral Norte... E no verão ainda tem festas de rua e muito Carnaval. Variedade assim, só no tabuleiro da baiana!  

Onde comer em Salvador:
Influenciada por culturas diversas, a culinária baiana combinou ingredientes e criou suas próprias receitas. Da África veio o dendê, fruto que dá origem ao perfumado azeite, marca registrada de pratos como moqueca, bobó, vatapá (creme de peixe e amendoim), caruru (guisado de quiabo e camarão) e acarajé (bolinho de feijão-fradinho recheado com camarão e vatapá). Os negros trouxeram ainda o gosto pelas pimentas.

Já a influência indígena está presente no uso da mandioca, enquanto os portugueses marcam presença nos doces, como o quindim e a ambrósia. E até os asiáticos deixaram heranças, traduzidas pelo uso constante do coco, nas panelas e nos tabuleiros.  

Em toda a cidade são muitos os pontos para provar as delícias típicas. O Pelourinho concentra restaurantes tradicionais, como o Sorriso da Dadá, da quituteira mais badalada de Salvador; e o Restaurante do Senac. Para comer apreciando o pôr do sol na Baía de Todos os Santos, os sofisticados restaurantes da Cidade Baixa construídos em antigos armazéns à beira-mar estão entre os mais concorridos.

No caminho de volta das praias do Norte, uma boa pedida é o familiar Yemanjá, com moqueca e vatapá como carros-chefe. No bairro do Rio Vermelho, que também vem se firmando como pólo gastronômico, não deixe de experimentar os famosos acarajés da Dinha e da Regina (e ainda tem o da Cira, em Itapuã).
 

Atrativos culturais em Salvador: 
Importantes capítulos do Brasil Colônia foram escritos em Salvador, que através de valiosas relíquias e monumentos conta um pouco da história do país. Nos diversos museus e igrejas espalhadas pela cidade estão guardadas lembranças que remetem aos valores culturais da época e também ao talento deste povo, que começava a aflorar através das artes plásticas.

Compras em Salvador: 
O sincretismo religioso do povo baiano está presente no artesanato típico, que tem como temática principal os santos religiosos e as divindades do candomblé. As imagens são encontradas não somente em forma de esculturas. Jóias em ouro, prata ou pedras preciosas, camisetas e objetos de decoração também ganham o charme dos motivos afro-brasileiros.

Para comprar souvenirs, como fitinhas do Senhor do Bonfim, berimbau e patuás, circule pelo Mercado Modelo, considerado o maior centro de artesanato da América Latina. Já para adquirir peças elaboradas, roupas, acessórios e artigos para casa, as lojas do Pelourinho são boas opções. Nos estabelecimentos do Instituto Mauá (Pelourinho e Barra), uma organização mantida pelo governo para incentivar o artesanato no estado, há peças de várias comunidades de artesãos da Bahia, como trabalhos de madeira e coco de Rio das Contas, cerâmicas de Maragogipinho, cestarias de Massarandupió e redes de Paulo Afonso.

As praias de Salvador:
As praias urbanas de Salvador não são indicadas para banho em função das águas poluídas, mas as barracas e os calçadões da orla garantem o movimento e a animação. As exceções ficam por conta do Porto da Barra, lotada nos finais de semana; Farol da Barra, que abriga o imponente Forte de Santo Antônio; e Jaguaribe, com mar calmo e muitas barracas.

Já as praias do Norte, em direção ao aeroporto, tem águas bem mais limpas e menos movimento. Três são imperdíveis – Itapoã, que além da fama tem águas verdes, areias claras e piscinas naturais; Stella Maris, que atrai banhistas e surfistas em função das boas ondas e trechos protegidos por recifes; e Flamengo, com ares rústicos, emoldurada por coqueiros e dunas e point das turmas jovem e do surf, que fazem a festa nas barracas cheias de charme.

 

 

 

 

 

 

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