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SANTIAGO DE COMPOSTELA

Descrição:

 

Santiago de Compostela, situada na Galícia, noroeste da Espanha, é conhecida como centro internacional de peregrinação.

Os guias de turismo enfatizam esse aspecto e os inúmeros livros dedicados ao "Caminho" -a começar pelos best-sellers multinacionais de Paulo Coelho- já deram conta daquilo que a cidade pode representar para quem pretende fazê-lo.

Mas é importante também conhecer os "outros caminhos" de Santiago de Compostela.

Veja, a seguir, algumas dicas sobre os "outros caminhos", aspectos da cidade que justificam uma visita daqueles que não se interessam apenas pelo seu lado religioso ou místico, pelos seus inúmeros monastérios, conventos ou igrejas.

 

 
 
Imagem de Saint James na Catedral   O ritual do "botafumeiro" na Catedral


A Catedral de Santiago tem atrações exclusivas. A principal é, sem dúvida, o ritual do "botafumeiro".

Trata-se de um incensário gigantesco, com mais de cinquenta quilos, que, acionado por um grupo de seis homens ("tiraboleiros") por meio de um mecanismo de roldanas, balança como um pêndulo entre as faces norte e sul da Catedral, espalhando sua fumaça num verdadeiro espetáculo de pirotecnia.

Originalmente, conta a história, servia para amenizar o mal-cheiro gerado na igreja pelos peregrinos (que então dormiam e faziam as necessidades dentro dela).

Atualmente, porém, faz parte de uma espécie de show que emociona qualquer ateu. Para vê-lo, é preciso estar na missa do meio-dia dos domingos (a chamada "Missa do Peregrino").

Outra curiosidade é a coluna central do chamado Pórtico da Glória, na qual, de acordo com a tradição local, todos os peregrinos se apóiam quando chegam à catedral. As marcas de cinco dedos, ali, são supostamente fruto do acúmulo de mãos que até ali chegaram.

Atrás dessa coluna está uma pequena estátua de Mestre Mateo, construtor do pórtico. Diz-se que quem bater com a testa na cabeça dessa escultura terá hiperativadas as suas faculdades mentais. Por via das dúvidas, não hesite.

Dica: vale a pena contratar um guia oficial da Catedral (o custo de uma visita completa gira em torno de 5.000 pesetas, o que não é caro se pensado em grupo). Os detalhes são inúmeros, e há de fato muitas particularidades.

Na praça da Quintana, atrás da Catedral, não deixe de atentar para a sombra projetada numa das paredes pela iluminação pública: forma à perfeição a imagem típica de um peregrino. Os mais crentes atribuem o fenômeno a um milagre qualquer.

 

 

 
 
Mulher vende produtos no mercado   Rua do centro antigo de Santiago

 


O turista que gosta de fazer compras não deve ficar apreensivo. Além das lojinhas de badulaques, lembrancinhas típicas etc, Santiago de Compostela tem dois shoppings centers.

Um deles, o chamado Centro Comercial, na Praça Europa, é semelhante aos que se conhecem nas metrópoles brasileiras.

O segundo é, na verdade, o El Corte Ingles, famosa loja de departamento espanhola, com vários andares e inúmeras grifes embutidas.

Há também, na parte nova da cidade, um quadrilátero de ruas comerciais, onde se encontram lojas internacionalmente conhecidas. São as ruas Xeneral Pardinas, Montero Ríos, Alfredo Brañas e Republica de El Salvador. Aí se concentram também as agências de turismo e as lojas das companhias aéreas.

Esse quadrilátero fica bem próximo do parque Alameda, onde, embora não haja álamos, mas sim outros vários tipos de árvores, é muito agradável passear.

 

 
Peregrinos visitam a Catedral de Santiago de Compostela, na Espanha

 


É grande o número de edificações universitárias em Santiago de Compostela e vale a pena visitá-las.

Sua arquitetura, em especial a do centro velho, a chamada cidade histórica, é curiosa.

Há também o chamado Centro Galego de Arte Contemporânea, de construção atual, assinada pelo arquiteto português Álvaro Siza, um dos mais festejados na Europa.

Ali, como o nome indica, podem-se apreciar exposições e instalações de artistas plásticos de vários países. Além disso, há dentro um café simpático e uma bela biblioteca de artes plásticas.

O Auditório de Galicia, obra de Julio Cano, é um complexo construído em torno de uma sala de espetáculos magistral, de primeira linha.

Os entendedores dizem que ela não deixa nada a dever em termos técnicos e arquitetônicos para as principais salas da Europa e dos Estados Unidos.

 

 
Comemorações do dia de Santiagos, padroeiro da Espanha, em julho

Os galegos costumam brincar dizendo que "por enquanto ainda há mais pessoas do que bares em Santiago de Compostela".

De fato, o número de pubs, discotecas e barzinhos concentrados principalmente na cidade velha é espantoso. Sem falar dos restaurantes.

Isso tem a ver, em grande parte, com o fato de aproximadamente um terço da população da cidade (que possui cerca de 100 mil habitantes) ser composto de estudantes.

Às quintas e sextas-feiras os estabelecimentos da noite fervem. O horário já habitualmente noctívago dos moradores afeitos à boemia amplia-se ainda mais.

Com ou sem chuva, enquanto um caminhão cheio de escovas de aço passa, barulhento, limpando as ruas para o dia seguinte, o passeante atento ouvirá a cada três ou quatro metros os sons mais diversos, de porta em porta, do rock à valsa, da salsa ao techno, passando pelo reggae e pelo samba. Tudo isso numa mesma calçada.

O diretor de teatro Quico Cadaval, conhecido na cidade, recomenda alguns nomes (vale a pena levar em conta essas dicas): Café-bar Suso, Pastelaria Mora, Gato Negro, Pataca, Borriquita de Belém, Kankomet, Atlántico, Gamela. Seu destaque especial: o bar Arde, na rua de Sam Pedro.

 

O CLIMA EM SANTIAGO

Como diz o já citado Quico Cadaval, em Santiago de Compostela a chuva é um inimigo com o qual é preciso conviver.

De fato, chove quase o tempo todo, particularmente no outono e no inverno, mas também, com menos intensidade, na primavera.

Guarda-chuva, capas e chapéus impermeáveis são, portanto, indispensáveis.

Depois, é só se habituar, e aprender que, a cada metro, sempre haverá um barzinho para se refugiar, de noite e de dia, se necessário.

LOCOMOÇÃO

Para ir de uma parte a outra na cidade o melhor meio de transporte são os pés. É tudo muito próximo.

Vale dizer, no entanto, que as tarifas de táxi não são caras. Em certos momentos, como os de chuva excessiva, é possível usar táxis sem gastar muito. A corrida média não ultrapassa o equivalente a R$ 5.

 



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